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O início dos Terra Nova deve-se ao facto de três jovens, o Joel, o Fernando e o Carlos Dias terem inicialmente participado a um outro projecto bem semelhante ao projecto dos Terra Nova e o mesmo tenha terminado. Logo isso foi o início deste grupo cultural no qual predominam a percussão e os cantares tradicionais.
Inicialmente foi muito difícil para estes três amigos que de maneira alguma queriam desistir de um caminho já iniciado, e para desistir…não era o objectivo.
Foi decidido que o grande objectivo deste grupo seria a divulgação da percussão e dos cantares tradicionais, bem como a organização e participação em eventos, além de proporcionar tempos livres a quem nele participa, nomeadamente no campo da música e lazer.
Após alguma dificuldade em encontrar um pequeno espaço com o objectivo de ensaiar, a Direcção do Centro Cultural e Recreativo dos Cavalinhos, na altura liderada pelo Sr. Augusto recebeu estes jovens, independentemente se vinham de outros lugares, ou mesmo sujeito a ouvir represálias de outros. O mesmo abriu-lhe as portas e hoje mantém a actividade naquela colectividade com sucesso. Desde esse dia o clube só tem apoiado os terra Nova, tendo no mesmo já transitado outras Direcções.
Com o apoio máximo de alguns pais e de alguns grupos de percussão como os Tocandar da Marinha Grande, liderado pelo professor, Paulo Tojeira, na área de percussão e pelo grupo de cantares Reviver do Brogal e ainda o grupo de cavaquinhos do Louriçal ou mesmo o grupo de Cantares da Figueira de Portimão nos cantares desde logo o som dos bombos se fez sentir em outros lugares o que fez com que outros jovens aderissem a este projecto com grande vontade de integrar os Terra Nova. Nessa altura, visto que os convidados aumentavam, tornaram-se associação no início de 2003.
Carlos Dias, o impulsionador e o principal responsável por este grupo, hoje o presidente da Associação Terra Nova, orgulha-se do trabalho desenvolvido e não se arrepende de qualquer passo dado pelos Terra Nova. O mesmo realça o trabalho e a dificuldade que teve em angariar os primeiros elementos, em que os mesmos foram convidando outros e outros. O mesmo salienta: - Divulgamos a necessidade de alargar o número de elementos em catequeses, escolas, colectividades e chegámos ao ponto de nos deslocarmos a casa de pessoas que não nos conheciam.
Hoje o grupo é composto por vinte elementos, estando dezassete no grupo A, este que apresenta nas actuações e três no B. Sendo este principiantes, é de salientar que alguns pais e familiares dos elementos também fazem parte deste grupo, visto que os acompanham para todo o lado, facilitando as deslocações para todos os pontos do país e apoiando naquilo que lhes é possível.
Tendo iniciado em 2002, o grupo fez a sua primeira actuação no dia 18 de Junho de 2003 nas festas da FIABA na Batalha. Já contava nessa altura com onze elementos em palco, supostamente ainda muito inexperientes no que diz respeito ao “à vontade” em palco e no facto de terem de enfrentar a curiosidade do publico presente.
Após esse dia foram adquirindo muito mais conhecimento ao longo de todos este anos. Hoje são e fazem aquilo que todas as pessoas conhecem.
As Actividades são constantes no seio do grupo. Desde os convívios de natal, as deslocações ao encontro de outros grupos com o objectivo de fazer Workgroups, a formação, só para citar a primeira e até agora a única “oficina de cavaquinhos” em que os elementos tiveram oportunidade de aprender a conhecer e a tocar cavaquinho, as actividades internas do grupo, a organização de espectáculos e a participação dos mesmos.
Lamentavelmente as instituições, que autárquias quer regionais, não têm dado o apoio que é merecido.
Seria muito gratificante que se reconhecesse o projecto deste grupo e o esforço que tem feito para ultrapassar todas as dificuldades com que se vai deparando.
Os Terra Nova são um grupo que tendo muito poucos apoios e com algumas dificuldades de ordem logística e financeira, tem conseguido auto sustentar-se razão pela qual continua a subsistir.
Os Terra Nova orgulham-se do material que lhes pertence, desde o lenço verde, a “t-shirt”, os pólos, os instrumentos fabricados pelos próprios elementos do grupo de onde se destaca o SAPO (instrumento típico da nossa região), os chocalhos, as caixas… ou mesmo os cavaquinhos. Tudo isto é pago com o esforço, a dedicação e o empenho e cada dia que passa, em cada gota de suor que cai.
Os membros do grupo reúnem-se todas as sextas-feiras a partir das oito horas no Centro Cultural e Recreativo dos Cavalinhos para os ensaios gerais e continuam sempre receptivos à comunidade.
Terra Nova, espírito jovem aliado à tradição popular.